1. Disponibilidade de ativos críticos
Percentual de tempo em que ativos estratégicos (subestações, chillers, elevadores) estão disponíveis para operação. Meta de referência: acima de 98% em plantas industriais e 99,5% em ambientes hospitalares.
Sem este KPI, a manutenção corretiva reativa canibaliza qualquer plano preventivo, e o custo total só aparece quando o ativo já parou.
2. MTBF e MTTR
Tempo médio entre falhas (MTBF) e tempo médio de reparo (MTTR) revelam se o problema é o ativo, o processo ou a equipe. Um MTTR alto com MTBF alto é falha logística, não técnica.
3. Custo por metro quadrado
Normaliza a operação em unidades comparáveis entre sites. Deve ser aberto por linha de serviço (limpeza, portaria, manutenção) para identificar desvios.
4. Aderência ao SLA
Percentual de chamados atendidos dentro do prazo contratual. Um SLA sem medição semanal é apenas uma cláusula jurídica — não uma prática operacional.
5. Turnover da equipe operacional
Turnover alto destrói curva de aprendizado. Em contratos de facilities, cada substituição custa entre 30% e 60% do salário mensal em recrutamento, treinamento e retrabalho.
6. Índice de retrabalho
Quantas ordens de serviço retornam por execução incompleta. Meta prática: abaixo de 3%. Acima disso, o problema é procedimento, não pessoa.
7. NPS interno dos usuários
Facilities existe para viabilizar a operação principal. Uma pesquisa trimestral simples com usuários finais alinha percepção e realidade — muitas vezes a operação está no verde e a percepção, no vermelho.
Um dashboard com estes sete indicadores, atualizado mensalmente e discutido em reunião de contrato, transforma facilities de centro de custo em plataforma de eficiência.

